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Dificuldade no aleitamento



     A programação da Semana do Aleitamento Materno do Hospital Dona Helena se encerrou na sexta-feira, 7 de agosto, com palestra do pediatra Edmundo Weber sobre "Amamentação nas condições de adversidade".

     Às funcionárias do hospital, o pediatra frisou a importância de não deixar a conscientização do aleitamento materno apenas para uma semana, e sim trabalhar com essa perspectiva ao longo do ano todo.

     "O leite é um escudo invisível que protege o mundo. É a única possibilidade de proteção gratuita", ressaltou.

     O médico fez um retrospecto sobre o hábito de amamentar. De acordo com ele, a maior mudança ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, em 1940, quando o leite artificial começou a ser difundido.

     "A criação das indústrias e a vulnerabilidade das pessoas contribuíram para que o leite materno fosse substituído", explicou.

     A partir de 1980, entidades começam a surgir para resgatar o hábito da amamentação e relembrar a importância do ato às mães e aos profissionais de saúde.

     "O leite materno é o ''sangue branco''. Dá energia ao neném e permite que o recém-nascido tenha um ambiente semelhante ao da barriga da mãe", garantiu.

     O alimento pode ser prejudicado nas condições de adversidade. Nas catástrofes, as famílias recebem doações de leite em pó, acabam optando por essa alternativa mais prática e deixam de lado o leite materno.

     O lado emocional da mulher também precisa estar equilibrado para uma boa produção de leite. Edmundo Weber explicou que a produção depende de dois hormônios: a ocitocina e a prolactina - a prolactina é produzida naturalmente pelo corpo, mas a ocitocina, ou "hormônio do amor", depende do bem-estar para ser liberada.

     "Nosso maior inimigo é a concorrência que se dá com o leite de complemento, a mamadeira, a chupeta e desconforto emocional", completou.

     Crianças que ingerem apenas leite materno até os seis meses de vida, de acordo com o pediatra, têm sete pontos a mais no quoeficiente de inteligência (QI), 50% menos chances de adquirir infecção urinária e de ouvido, 16 vezes menos chance de desenvolver doenças respiratórias e 14 vezes menos riscos de contrair infecções digestivas.

     "Precisamos falar de igual para igual com as gestantes. É nossa responsabilidade dar atenção a elas e prestar atenção em suas dificuldades", finalizou o especialista.



Fonte: Mercado de Comunicação


  
 
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